ROSEANA, EDISON LOBÃO, WALDIR MARANHÃO E MAIS 44 POLITICOS SERÃO INVESTIGADOS PELO MINISTERIO PUBLICO FEDERAL.

Entenda o escândalo:
As investigações tem como ponto de partida as delações
premiadas do ex diretor da Petrobras PAULO ROBERTO COSTA e o doleiro ALBERTO YOUSSEF, os depoimentos deles revelam com detalhes a atuação do núcleo político
no esquema. Segundo as investigações esse núcleo político eram formados
principalmente por parlamentares que indicavam funcionários de auto escalão da Petrobras, em especial diretores, que formavam o chamado núcleo administrativo.

PAULO ROBERTO COSTA por exemplo foi indicado pelo Partido
Progressista (PP), o ex diretor de serviços da Petrobras RENATO DUQU, foi
indicação do PT, já o ex diretor da ala internacional da estatal NESTOR SEVERÓ,
foi o indicação do PMDB.

Esses diretores segundo as investigações recebiam propinas
das empreiteiras que atuavam em cartel em obras da Petrobrás,  elas se reuniam no chamado núcleo econômico
de acordo com o Ministério Publico. Entre as empresas citadas nas investigações
estão, GALVÃO ENGENHARIA, ODEBRECHT, UTC, CAMARGO CORREIA, TECHINT, ANDRADE
GUTIERREZ, MENDES JÚNIOR, PROMON, MPE, SKANSKA, QUEIROZ GALVÃO, IESA, INGEVSKI,
SETAL, GDK e OAS.

De acordo com o Ministério Publico Federal, as construtoras
passavam o dinheiro para as operadores do esquema o “núcleo financeiro” que
tinha função de repassar esses valores para políticos e diretores da Petrobrás.

Ainda segundo as investigações, esses pagamentos eram
feitos, por ALBERTO YOUSSEF para o PP, FERNANDO SOARES o Fernando baiano para o
PMDB e JOÃO VACARI NETO para o PT.

Com a autorização do Supremo Tribunal Federal, o Ministério
Publico vai aprofundar agora as investigações pelas suspeitas de crimes de
corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O doleiro ALBERTO YOUSSEF, contou que parte do dinheiro desviado da Petrobras, era repassado a
políticos de maneira periódica, eles também recebiam repasses extras durante
as  campanhas eleitorais e em época de
escolhas de lideranças dos partidos, e em troca esses políticos apoiavam a
permanência dos diretores da Petrobras nos cargos, e não interferiam no cartel
das empresas.

O doleiro ALBERTO YOUSSEF nos depoimentos, detalhou como
funcionava a distribuição de propina dentro do Partido Progressista (PP), o
partido é o que mais terá políticos investigados. Tem 31 integrantes da lista
do Procurador Geral da Republica RODRIGO JANOT, segundo YOUSSEF, nem todos
recebiam o mesmo valor, haviam categorias de propina.

Quando o esquema foi criado, José Janene que morreu em 2010,
recebia a maior parte, as demais lideranças, JOÃO PIZOLLATI, PEDRO CORREIA,
MARIO NEGROMONTE e NELSON MEURER, recebiam um percentual dos recursos
desviados, de 250 a 500 mil reais mensais, os outros integrantes do PP
envolvidos no esquema recebiam entre 10 mil e 150 mil reais por mês, conforme a
forção politica de cada um no partido, sendo que maior parte do dinheiro vinha
da Petrobras, segundo as investigações.

Ainda de acordo com o relato de Alberto Youssef, depois da
morte de José Janene, o grupo formado por NELSON MEURER, JOÃO PIZOLLATI, MARIO
NEGROMONTE E PEDRO CORREIA, passou a ficar com a maior parte do dinheiro
desviado da Petrobrás, em detrimento de outros membros da bancada do PP. Diante
disso, outro grupo da bancada do partido formado por CIRO NOGUEIRA, ARTUR LIRA,
BENEDITO DE LIRA, EDUARDO DA FONTE e AGUINALDO CURVELO, se rebelou, e assumiu a
liderança da legenda. Paulo Roberto Costa disse que se reuniu com esse
grupo  no Rio de Janeiro, onde foi
informado que os repasses da Petrobrás, deveriam partir de então ser feito
diretamente a Artur Lira na época líder do PP. A relação de Paulo Roberto com o
PP era tao próxima, que em 2011 ele recebeu de presente um relógio Rolex, uma
homenagem ao “homem” do Partido Progressista dentro da Petrobrás.

Em outro período Paulo Roberto Costa revelou que num período
doente em 2005 conseguiu o apoio de Senadores do PMDB como RENAN CALHEIROS, WALDIR
RAUP, ROMERO JUCÁ e do então Ministro de Minas e Energia EDISON LOBÃO para se
manter no cargo. Segundo o ex diretor, em contrapartida, ele começou a repassar
propina de contratos da Petrobrás, também para parlamentares do PMDB, o
operador desses pagamentos foi Fernando Soares o Fernando Bahiano.

Em depoimento dado ao MP o ex diretor da Petrobras disse que
tinha conhecimento de que um percentual dos contratos da TRANSPETRO iam para
RENAN CALHEIROS. O EX DIRETOR DA TRANSPETRO, SERGIO MACHADO, se reunia periodicamente
em Brasília com o Senador segundo Paulo Robero.

Costa, disse também que teve diversas reuniões com RENAN
CALHEIROS e O deputado federal ANIBAL GOMES na casa do Senador em Brasilia, no
depoimento não fica claro se era na residência oficial do presidente do Senado.

Os delatores também citam o PSDB nos depoimentos, Costa
afirmou que se reuniu em 2010 com o deputado EDUARDO DA FONTE do PP, e o então
presidente do PSDB SERGIO GUERRA  já
falecido, nesse encontro segundo Paulo Roberto, eles teriam decido pagar 10 milhões
de Reais ao PSDB,  para que fosse barrada
a instalação de uma CPI, que investigaria 
contratos da estatal.

O tesoureiro do PT JOÃO VACARI é citado no depoimento do ex
gerente da Petrobras PEDRO BARUSO, que também fez delação premiada, estima que
tenha pago de 150 a 200 milhões de dólares ao PT entre 2003 a 2013 com a
participação de JOÃO VACARI NETO.

O nome do presidente da Câmara é citado na delação do
doleiro Alberto Youssef, segundo o delator ,o deputado Eduardo Cunha do PMDB do
Rio de Janeiro recebeu propina, o dinheiro foi pago, por intermédio de Fernando
Soares, o Fernando Bahiano,  que foi
apontado como representante de Cunha. Youssef, disse que repassou para baiano
seis milhões de reais em espécie em 2012 ou 2013, a propina vinha de um
contrato de aluguel de um Navio plataforma pela Petrobrás.

Eduardo Cunha também recebia de acordo com o doleiro,
grandes quantias  de empresas envolvidas
na corrupção de parlamentares durante campanhas eleitorais. O relato de Alberto
Youssef, fez com que o Ministério Publico, pedisse o aprofundamento das
investigações, em relação ao presidente da Câmara dos deputados por dois
crimes: Corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A ex Governadora do Maranhão ROSEANA SARNEY (PMDB), também
será investigada, o ex diretor da Petrobrás PAULO ROBERTO COSTA, afirmou em
depoimento que mandou entregar por meio de ALBERTO YOUSSEF, 2 milhões de reais
a ROSEANA SARNEY para sua campanha ao governo do Maranhão em 2010, a pedido do
ex Ministro EDISON LOBÃO. Questionado sobre esse pagamento no entanto, YOUSSEF
disse que não se recorda ter intermediado, nenhum valor para a campanha de
ROSEANA e tampouco para EDISON LOBÃO.

Os depoimentos do doleiro ALBERTO YOUSSEF e PAULO ROBERTO
COSTA, também envolvem três Senadores do PT no esquema de corrupção da empresa,
EDILBERTO FARIAS(RJ), GLEISI HOFMAN(PR) e HUMBERTO COSTA(PE). OS três teriam
recebido dinheiro do esquema com as empreiteiras para campanha eleitoral de
2010.

PAULO ROBERTO COSTA, afirmou que EDILBERTO FARIAS, então
prefeito de Nova Iguaçu(RJ), foi pessoalmente ao escritório dele pedir 2
milhões de reais para sua campanha ao Senado, sobre HUMBERTO COSTA, o ex
diretor disse que o pedido de 1 milhão de reais foi feito por intermédio de um
assessor do Senador, nos dois casos PAULO ROBERTO afirmou que YOUSSEF foi
indicado para fazer a entrega do dinheiro, mais o doleiro disse que não
participou desses repasses.

Já YOUSSEF, disse que entregou 1 milhão de reais para a
campanha de GLEISI HOFMAN, o dinheiro foi repassado a um emissário da senadora,
num shopping do Paraná. Além dos três senadores petistas, serão investigados
outros integrantes do partido, os deputados federais VANDER LOUPPER, JOSÉ
MENTOR e ex deputado CANDIDO VACAREZZA.

Outros dois investigados, são os senadores FERNANDO COLLOR
DE MELLO(PTB – AL) e ANTONIO ANASTASIA (PSDB –MG), o doleiro ALBERTO YOUSSEF,
disse em depoimento que fez vários depósitos e remessas de dinheiro para o
Senador FERNANDO COLLOR DE MELLO, valores que iam de 200 mil ou 300 mil e que
eram entregues a um funcionário do Senador em Alagoas, ele pode responder por
lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O Senador Tucano ANTONIO ANASTASIA, apareceu na lista porque
foi citado no depoimento do policial JAIME ALVES FILHO, o policial disse que
fazia entrega de dinheiro a mando de ALBERTO YOUSSEF, uma delas de 1 milhão de
reais, foi feita em Belo Horizonte a um homem que não se identificou, mais
segundo o policial, depois do resultado das eleições ele reconheceu Anastásia
para o homem que recebeu o dinheiro. Em depoimento YOUSSEF confirmou que pediu
a JAIME que fizesse pagamentos em Minas Gerais, mais negou ter identificado
ANASTASIA como beneficiário do dinheiro.

Em Janeiro o Advogado de ALBERTO YOUSSEF desmentiu o
depoimento do policial, e afirmou que o doleiro, jamais deu dinheiro para
ANTONIO ANASTASIA, além da abertura de inquérito, o MP pediu sete
arquivamentos, porque concluiu, que não há elementos para abrir contra o
Senador AECIO NEVES, DELCIDIO AMARAL(PT), o Ex presidente da Câmara EDUARDO
ALVES e o Ex deputado ALEXANDRE SANTOS(PMDB). O Supremo Tribunal Federal, ainda
decidiu arquivar parte dos pedidos de investigação contra os Senadores CIRO
NOGUEIRA (PT) e ROMERO JUCÁ (PMDB) e o Deputado e ex- Ministro das cidades
AGUINALDO RIBEIRO (PT), mais contra eles foram abertas investigações por outras
denuncias de irregularidades na Petrobrás.

O Ministro do Supremo Federal TEORI ZAVASCKI,  ressaltou a importância da sociedade ter conhecimento
de tudo, ao justificar a quebra do sigilo em torno dos nomes, e dos documentos
fornecidos pelo Procurador Geral da Republica,  RODRIGO JANOT.

A presidente DILMA ROUSSEF, que foi citada em um dos
depoimentos do es diretor da Petrobrás PAULO ROBERTO COSTA, não será
investigada. O Ministro TEORI ZAVASCKI relator do processo no Supremo Tribunal
Federal, antendeu todos os pedidos do PGR RODRIGO JANOT, para abertura de 21
inqueritos, dando prosseguimentos as investigações sobre os desvios de recursos
da Petrobrás.

Sobre os casos que o PGR não viu indícios para instaurar
apuração TEORI aceitou arquivamento, a presidente DILMA ROUSSEF foi citada nas
investigaçãoe por PAULO ROBERTO COSTA, ele disse que em 2010 recebeu uma
solicitação do doleiro ALBERTO YOUSSEF, para que fosse liberados 2 milhões de
reais do caixa do PP, para a campanha presidencial de DILMA ROUSSEF. PAULO
ROBERTO COSTA, disse que autorizou o pagamento e YOUSSEF cuidou de tudo, disse
também que seria um pedido do ex Ministro ANTONIO PALOCCI um dos coordenadores
da campanha eleitoral de DILMA. Segundo o ex diretor da Petrobras, YOUSSEF, não
esclareceu se o pedido foi feito diretamente por PALOCCI ou por algum assessor.

Em seu depoimento de delação premiada, o doleiro ALBERTO
YOUSSEF contradiz o ex diretor PAULO ROBERTO COSTA, neste ponto, diz que não
operacionalizou nada, declara que a afirmação de PAULO ROBERTO COSTA não é
verdadeira.

A presidente DILMA ROUSSEF, não será investigada, as
referencias feitas a ela, são de fatos que teriam ocorridos na campanha
eleitoral, antes de Dilma assumir o primeiro mandato em 2011. Neste caso a
Constituição não permite abertura de investigação.

TEORI diz que não há o que ser arquivado sobre a presidente
DILMA ROUSSEF, já adiantou que não investigaria porque a Constituição não permitiria,
no entanto, RODRIGO JANOT, já adianta uma imunidade temporária, enquanto ela
estiver no cargo de Presidente da Republica.

Quanto ao ex Ministro ANTONIO PALOCCI, a investigação será
remetida para Justiça Federal em Curitiba.

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